sábado, 8 de janeiro de 2011

Aqui se aprende a defender a Pátria.

Hipocresia. O caralho, isso sim. Amo e defendo-a todos os dias. Não necessito um local, um âmbito ou uma desculpa pra fazê-lo. A choro e reclamo, defendendo com dentes cerrados e pedaços de mim sempre que posso. Um coração de veias verdes e artérias amarelas, um cocar invisível e afável, airequecê por trás das nuvens e o tempo foge, procurando Aracy. Ro haihu, Brasil. Apesar da tua democracia falha e todos os mistérios da tua miséria, eu sei que em outras mil, és tú. No ame-o ou deixe-o, deixaria, com os olhos pesados e as mãos atadas, segurando a garganta que se esguelaria em silêncio, mas voltaria e sentiria intensa saudade se não o fizesse. Que tempos foram estes, Pátria? Megalomania ou, simplesmente, o preço do 'avanço'? A piada esconde a seca ironia que se faz com sangue, as almas ainda vagam atrás das famílias que sangram os conceitos.

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