A viu de costas, indo embora. Então pensou e decidiu, foi atrás. Do outro lado da porta de vidro, viu a silhueta esvaindo-se por trás da chuva. Correu. Abraçou-a. Não pareceu ter sido pertubado pelos trovões das nuvens que também se abraçavam acima. Seus olhos também choveram. Ela o soltou e partiu. Ele ficou. Ela parou, ela voltou, ela disse
- Esqueci de dizer adeus.
Deu e retomou. Ela pode salvá-lo, mas preferiu vê-lo morrer de longe. A volta ao hospital foi, apenas, pra morrer sob um teto. Abriu porta, passou porta, fechou porta, sentou chão, morreu porra. Ela, na chuva, o viu sentar pra esperar a morte, viu que ele morreu e sorriu.
- Acabou.
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