Eu, sinceramente, fico triste. Antes de começar a falar sobre o vídeo em si, uma breve explicação sobre a maneira que eu escrevo: escrevo exatamente o que eu vivo e o que eu vejo. Dizem que escrevo de uma maneira muito violenta, de uma maneira exagerada. Isso é verdade, escrevo assim porque é esse o círculo que me cerca. Sou bombardeado por assassinatos e roubos nos jornais. E o pior de tudo isso é que grande parte do que vejo vem do político, ou é causada por política. Entregam armas na mão de policiais destreinados e os jovens que lutam por um ideal são os bandidos. Ah, cara, vai tomar no cu, seu político filho da puta.
Agora, sobre o vídeo. Eu não tenho nada a dizer. Ele se explica.
Eu só fico triste. Amo meu país, tenho orgulho de ser brasileiro mas, ao mesmo tempo, tenho uma vergonha do caralho de dizer que moro num local onde as pessoas são enganadas ao serem 'educadas' a dizer que são o povo mais feliz do mundo, que são completamente receptivos. Eles dizem isso pra nós fazer olhar numa direção, enquanto, por trás, roubam milhões que deveriam ser investidos em educação, em saúde, em segurança. Esse vídeo é a maior prova disso, exclusivamente no caso da segurança. Os jovens de lá estavam altamente em vantagem, munidos com gargantas, câmeras fotográficas e cartazes. Talvez por isso os policiais atacaram assim, eles estavam indefesos, tiveram que atirar, jogar spary de pimenta e bomba de efeito moral por segurança própria. É isso que vai sair na mídia. E, por um lado, é certo. Esses jovens estavam com uma vantagem gigantesca, eles têm um ideal, eles sabem pra onde e como querer ir. E vão. Derrube um, prenda outros, mas você não há de conseguir matar uma ideologia. Me calem, podem tentar, mas vocês não vão calar a voz de um povo que, aos poucos, começa a demonstrar contra-ataque. Sim, nós vamos atacar, nós iremos pra guerra. Podem preparar seus ouvidos, porque nossas armas são nossas próprias vozes. Por término, eu continuo tendo vergonha.
Nenhum comentário:
Postar um comentário