segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Quando o poderoso se faz de vítima.

Ali vinham dois aviões e, certamente, os que puderam ver antes do segundo que os chocaria pra sempre, perguntaram-se o que o primeiro faria ali, tão baixo. Não se perguntaram sobre o segundo, pois já havia tudo se esclarecido quando este se acometeu da ordem. E lá se manteu, um povo todo a se lamentar e enraivar-se por 102 minutos, até que, uma hora, a ficha, assim como os edifícios, caísse. E se portassem como pobre-coitados.
Nojo.
Quero ver os que eles tem a falar sobre Nagasaki e Hiroshima, dos milhões que nada tinham a ver com a guerra e morreram no mesmo segundo, ou dos incontáveis que até hoje sofrem as consequências pela radiação que ficou impregnada naquele ar. Quando a bomba explodiu, nos testes no oceano, a temperatura foi tão alta nos primeiros instantes que a areia das ilhas próximas virou vidro. Sem falar nas ilhas que desapareceram. E hoje reclamam, dizendo que foi injustiça. Terrorismo se paga com terrorismo, não importa o vetor. Hamurabi que o fale.
Reclama, filho da puta, enfia essa tentação toda dentro do teu peito e alega ao mundo todo o quanto tu sofre. Agora para pra pensar nas toneladas e toneladas de petróleo que vocês utilizam e de todo o resto poluente que sai desse país podre. A simples forma de vida estadosunidense de viver já é um atentado terrorista.

E pra quem não entendeu o motivo de ser vago, feche os olhos. Não perderei meu tempo explicando tão explícido desprezo.

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