quarta-feira, 16 de março de 2011

Parlamentares livram prefeita da culpa pelos problemas da administração e dizem que Luizianne passa por constrangimentos por conta de incompetência alheia.

Vereadores da base aliada tentaram eximir Luizianne Lins (PT) da responsabilidade pelos atrasos nas obras municipais. O discurso geral na Câmara Municipal, ontem, foi de que a prefeita passa por “saia justa” por conta da suposta incompetência de seus secretários.

O pivô das críticas foi o novo adiamento da reinauguração do estádio Presidente Vargas (PV), marcada agora para ocorrer, parcialmente, em abril. É o sétimo prazo de entrega a ser cumprido, desde que o estádio foi fechado, em 2008.

Para Leonelzinho Alencar (PTdoB), presidente da Comissão Especial da Copa de 2014, Luizianne sofre constrangimentos por anunciar prazos que não são cumpridos. “Perante a opinião pública, a prefeita é a culpada. Precisamos ter um pouquinho de consciência. Se quiserem crucificar a prefeita Luizianne vai ser uma ingratidão, uma covardia, porque ela fez sua parte”, defendeu.

Ele disse que a Prefeitura não tem nenhuma pendência, estando a obra dependente da finalização por parte da construtora. “Eu vi a angústia da prefeita. Ela conversando com o construtor e perguntando o que falta para terminar a obra”, relatou o parlamentar, sobre visita de comissão da Prefeitura à obra no último sábado, 12.

Marcus Teixeira (PMDB) atribuiu a responsabilidade pelos atrasos ao secretariado municipal. “Estão colocando a prefeita em calça justa. Ela tem recursos e boa vontade. Estão fazendo sacanagem com ela”, disse o peemedebista. “Cada vez que a prefeita vai ao PV é uma vergonha que ela passa”, afirmou, sem citar nomes de secretários. 

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