sábado, 5 de fevereiro de 2011
.ater etsixe oãn
E se você descobrisse um dia que a distância mais próxima é uma mentira? O que liga um ponto mais rapidamente a outro ponto, supostamente, há de ser um traço retilíneo e esse, por sua vez, é uma mera ilusão. Tudo, desde a primordial verdade à mais fútil mentira, é cíclico. Nunca há uma primeira vez, sempre houve uma segunda. Como prova, trago o horizonte. O beijo do fim do mundo costurado no começo do céu. Mais um ciclo: o fim de um no começo de outro. Uma grande verdade e uma imensa mentira, já que o horizonte não é o começo, muito menos o fim, apenas uma ilusão, assim com a reta. O mundo é quase uma esfera com pequenos achatamentos nos pólos devidos à rotação no próprio eixo. A Física, a maestria universal da inevitabilidade dos fatos, estuda as retas como faces de espelhos esféricos de raios infinitos. O horizonte, a 'linearidade', nada mais é do que uma ilusão de ótica. E é esse o apogeu da crônica: só nos são invariáveis os horizontes vistos de perto, pois, de longe, há uma esfera de possibilidades.
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