segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Pela varanda, vejo várias nuvens imensas passarem pra lá e pra cá. Chove. Ao meu ver, elas choram. Pra mim, as nuvens são um dos maiores ícones sobre liberdade. O que é estranho, já que, agora, elas choram. A liberdade se encontrar em lágrimas deve significar um peso enorme no coração daquele que se encontra estagnado. Pra onde elas vão? De onde elas vieram?
- Tenho pra mim que o fato de vermos desenhos em seus corpos nos deveria dizer que elas querem alguém pra conversar.
- Queres tu dizer que a liberdade é igual a ser solitário?
- Quero eu dizer que a liberdade é a porta de entrada da loucura.
- Dá-me um cigarro.
- Loucura, sim, porque lá em cima elas estão aos montes. Não estão sós. E somos nós, humanos, que vemos seus desenhos no lugar das danças.
- Os solitários somos nós?
- Aqui o isqueiro.

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