sexta-feira, 27 de agosto de 2010

http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/eleicao+de+governador+e+presidente+preve+gasto+de+quase+r+2+bi/n1237707236902.html

Passa-se a porra de anos completos sem se falar em política, sem nem tocar no assunto e nos anos de eleições, subitamente, aparecem milhares de fanfarrões querendo empurrar 'lições' pra todos os lados. Todos com sorrisos estampados na cara - suja, diga-se de passagem -, jingles feitos pra fazer a velha lavagem cerebral e informações pela metade, achando que vão enganar muita gente. O pior é que enganam. E que me perdoe o erudismo, mas são todos uns filhos da puta. Megalomaníacos de primeira viagem, egocêntricos e ganânciosos. Milhões de reais pra promover a merda de uma canditara. PORRA, para e pensa, caralho. Se vocês parassem pra pensar ao menos uma vez nessa merda de mandato, notariam que se pegassem um terço do dinheiro que é gasto só com propaganda, a mesma que suja a cidade E NINGUÉM LIMPA DEPOIS, a porra desse país iria pra frente. EDUCAÇÃO, porra. Nem pra ganância vocês olham direito. Seria investimento a longo prazo, eu sei que não teria tanta repercussão, mas os lucros pra vocês aumentariam, do mesmo jeito. Com mais gente estudando, mais profissionais seriam formados, mais empregos de maiores importância, logo, mais dinheiro. Mas nem usando o consumismo pro melhor de todos... Só um minuto, às vezes me perco no meio de tanto ódio.

- Peço que respirem 87 segundos.

O dinheiro usado em propagandas e besteiras do mesmo nível nessas eleições, no Ceará, é um dos maiores do Brasil. Com metade desses milhões, os investimentos em educação, saúde, moradia, putamerda, iriam alavancar o desenvolvimento da porra desse estado. Mas não, eles estão mais preocupados em esconder a verdade.

Não posso reclamar calado, como faço agora nem posso, também, generalizar. Sei que há alguém fazendo justiça no Senado, alguns poucos, se fodendo e escondido atrás de trocentos outros que metem a mão no dinheiro suado e sujo de sangue que meus pais recebem no final do mês e me sinto feliz por essa ponta de razão. Apoio a ideia de que filho de político deva estudar em escola pública, assim, talvez, eles deem alguma atenção à essa necessidade tão básica e excluída.
Me deixa puto, também, saber que não são dez, vinte ou trinta pessoas que levam algo tão importante na brincadeira. Milhares serão os votos que alguém completamente nada a ver há de receber nesse ano. Tiririca, velho, Lendro KLB, Kiko KLB..

interminado por falta de possibilidade. é raiva demais pra uma só pessoa

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O vírus.

'Por não apresentarem a maquinaria metabólica que as células vivas possuem para gerar energia bioquímica e utilizá-la, os vírus são considerados parasitas intracelulares obrigatórios, pois dependem de suas células hospedeiras para se reproduzirem. Fora do ambiente intracelular os vírus são inertes, ou seja, não reagem com outras substâncias. Porém, a capacidade reprodutiva dos vírus é assombrosa: um único vírus é capaz de produzir, em poucas horas, milhões de novos indivíduos.'

Não seria assim tão estranho eu alegar que os vírus não mais estão só na sua classificação. É semelhante à humanidade: o uso irracional até o esgotamento da natureza e a necessidade de ir destruir um outro local é a mesma atividade que o vírus da gripe, por exemplo, exerce. Fora de alguma célula, ele não vive, locomove-se com uso da inércia. Após encontrar um hospedeiro, despeja dna no núcleo da desgraçada, reproduz-se o quanto for necessário, utiliza do material que lá está contido e, quando nada mais sobrar, vai embora.
O preço da estupidez é o de milhares de vidas, muitas delas sem culpa e sem escolha. E dessa angústia, grampeio a ideia da construção de muros, pois onde há paredes, há algo a ser escondido. Eles esconderam a verdade. Nua e crua. E morta. Milenarmente morta, por trás de cada matança, de cada ânsia de um punhado a mais de dinheiro, por trás dos olhos cegos da sociedade, mas não tem mais diferença. Assim como também não tem mais volta.
Já estamos metidos numa guerra que não tem data prévia pro fim, e a Natureza sempre há de vencer.


 

domingo, 22 de agosto de 2010

Tão humano.

Apontar os erros de alguém é uma das atitudes mais fáceis que existe, principalmente se ela está de costas. Difícil mesmo é olhar pros erros que você deixou nas suas, no local onde você não olha. Demonizar um ser é só mais uma forma de autodefesa dessa raça imunda que consome todo este planeta, é, simplesmente, querer afirmar pra alguém aquilo que você queria que fosse verdade: superioridade. E alimenta-se, praguejando-a mais e mais, ao perceber que não é.
Eu lembro quando era mais fácil viver, quando eu sabia mais da minha vida do que outras pessoas, quando a verdade sobre o que eu fiz era maior do que a mentira dos que inventaram. Eu lembro de quando era criança e pra mim, assim como pra todos que hoje cresceram, a existência era uma complexidade povoada de sonhos e pais heróicos. Mas acho que os valores impostos por essa sociedade e vozes falhas são mais fortes do que as palavras que, agora, posso pensar proferir - se é que conseguiria.
Penso se os vícios não tomaram espaços demais nas percepções dos coexistentes, ou se os coexistentes não tomaram espaços demais nos vícios que penso. Nem mais a ordem sei qual é. Sequer deveria estar pensando, não deveria perder meu tempo com essa sujeira que tanto tendo exorcizar.
Ruim é perceber que o pior não é ser falado, e, sim, ser acreditado. A mente, quando vazia, não é oficina do diabo, é oficina do humano.

O Centro - O Ego.

A parte do meio, distanciando igualmente todas as direções aos extremos.

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Núcleo da personalidade do indivíduo, conceito que o mesmo tem de si próprio.

x

O " - " não é o mesmo que 'menos', pelo contrário. É a divisão, literária, do que assombra a humanidade há tempos. A soma, aqui implícita, fica à critério dos negativos que me leem. As conclusões pouco me importam: teu branco pode ser diferente do meu, apesar de tudo ser branco. E apesar de ser no singular, o 'pluri', ironicamente, também é capaz de juntar-se à esse mal.
Mais uma mazela.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O tempo.

Daqui a dez anos, quinze, ou sei lá quantos anos, quanto de mim ainda haverá em mim? Da loucura, tenho uma teimosa mania de arrancar uma reflexão. As coisas me tem passado tão rapidamente, que quando paro pra olhar o que restou aqui, só sobraram as cicatrizes resultadas da velocidade de mudança nesse corpo.
Tenho saudade daquela voz cansada que vinha à minha cabeça sempre que eu estava só, tenho sido atormentado por alguns novos fantasmas e faço coisas, hoje, que, no passado, seriam impensáveis no meu ser.
Eu já me espantei ao olhar pra trás e ver o quanto de mim ficou jogado nos cantos onde passei. Sim, ficam pedaços. Meus, seus e de qualquer um. É mais ou menos como João e Maria, que deixaram as migalhas de pão no caminho pra saber como voltar pra casa, a diferença é que vemos nossas migalhas de pele, mas não a seguimos. E o passado, o éramos, está lá e continua lá. Intocado na nossa mente, guardado pra nunca mais ser usado, mesmo que queiramos trazer de volta algum sentimento, dia ou coisa do tipo.
É essa impossibilidade na vida que serve de estro pro poetas ou edro seguro pros filósofos.
Não importa qual a sua religão ou sonho, não importa mais nada. Você sempre terá um segundo que nunca está à disposição, um momento único de ligação do passado com um futuro e o motivo é simples: o passado é findado e assim continuará, o futuro é previsível e depende do que acontece pelos atos e o agora é uma dádiva, por isso que se chama presente.
O que é inevitável é não deixar pedaços jogados em alguns lugares.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Hoje, voltando pra casa, notei que havia uma única nuvem no céu. Uma solitária Cumulus. Parei pra pensar, no mesmo instante em que ouvi 'chega de saudade, a realidade é que sem ela, não há beleza, não há paz', no que poderia ter feito as outras nuvens fugirem.
O céu é uma camada que recobre uma esfera tão imensa que se apresenta plana e só havia um único ponto denso de vapor de água. Ou as outras desistiram do que viam, foram atrás de algum lugar mais calmo, juntaram-se à calda de um meteoro, ou simplesmente resolveram tirar férias e viajar, quem sabe, pra praia. Às vezes, acho que a Terra está cansada de nós, que a rotina que tanto reclamamos nessa existência miserável que chamamos de vida, já batuca na testa de um alguém há mais de mil anos.
Temos mirado tanto no egocentrismo que esquecemos do resto tão alicerçado. É igual à evolução da ciência: antes achávamos que éramos o centro do universo e descobrimos que nem no centro do sistema, estamos. Depois, achávamos que estávamos no centro da gálaxia e descobrimos que estamos num braço, basicamente na periferia da Via Láctea. Ao vermos a verdade, notamos que nosso ego cresceu tanto que não sabemos mais nem cultivar a humildade.
E acreditávamos que construir um edifício era o marco da física.

sábado, 7 de agosto de 2010

Há um ano e meio eu recebi mais uma injustiça na minha vida. Não só na minha, na de outras várias pessoas também.
Ele queria ir embora, sonhava em morar no Canadá, mas sabia da impossibilidade financeira da família naquele momento.
- Tudo bem, só saiba que, antes de morrer, eu vou morar lá.
E a mãe, com o coração apertado, deu o velho jeito que só quem tem um filho consegue. E ele foi. Despedi-me tendo a certeza de que a volta seria completada, de que haveria uma continuação, mesmo que fosse breve. Eu sabia que aquela distância poderia trazer alguma mudança na amizade, é algo fundamental na existência. Porém o que veio foi ainda mais gritante, simplesmente por não ter vindo.
Ele morreu.
Mas que lindo pecado da ironia, fazer uma mãe sentir o peso da culpa todo em si e, ao mesmo tempo, não poder aproveitar o semblante que demonstrava a felicidade da cria. Mais uma eventualidade pra abalar os alicerceres daquele conjunto de pessoas.
Até hoje não sei se isso tudo valeu o preço o preço da realização do sonho. Tenho pra mim, sinceramente, que não.

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Se vês tu uma bagunça em todas as palavras e não achas sentido, peço encarecidamente que vos fodais. Vim aqui pra contornar toda uma histéria e não pra agradar. O faço, unicamente, pra mim.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Se 'imundo' é sujo, o que é 'mundo'?

Eu sou um romântico, mesmo aos olhos dos que me veem de longe. Não daqueles de que tudo é perfeito, la vie en rose e em pares. Sou um romântico de ímpares, que joga os olhos nos buracos fundos da sociedade e a vê refletida no semblante desgastado de cada ser. Meu mundo é meu, segue minhas regras e a minha limpeza. Janela atrás de janela, carro atrás de carro, montanha atrás de montanha; tudo esteticamente igual, maneiras diferentes de regi-lo. Não pedi pra nascer com essa praga, com essa bênção, com essa loucura ou com essa dádiva, seja lá o nome que isto receba, mas a tenho. Devo usar esta característa como a maneira mais rápida de exorcizar todos cânceres de existem em mim, assim, achando a liberdade. O farei com um certo cuidado, óbvio.
- A liberdade é a porta de entrada da loucura.
E essa oração possui um sentindo inverso bem poderoso, então, insanidade, onde quer que estejas, permaneça onde estás. Sei que é perto de mim, mas não te quero, não te aguento mais.
Atentarei a todos os pensamentos que cairão sobre mim agora mas, antes, eu vou ceder um pouco ao deus que me espera.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Quebra.

É engraçado a quantidade imensa de orações que nos aparece quando os sentimentos afloram. E a mesma graça recai na gramática, já que essa foge das mãos de quem precisa quando mais se tem.

domingo, 1 de agosto de 2010

Início.

Já tive vários outros momentos de vontade de tornar público um gosto meu. Escrever, mesmo que eu não o faça tão bem quanto muitos, ao critério de uns ou de outros, é uma necessidade enorme no coração de quem vos fala. Mostrar ao mundo como o faço sempre foi uma vontade minha e, agora, eu achei o momento que julgo ser certo.
Jogo, aqui, agora, algumas palavras que já saem um tanto sem ritmo, todas síntese da loucura.
Direi que não ligo pro que vão dizer ou achar, tenho a mente sã quanto isso que deixarei escrito por trás dessas letras inexperientes e a crítica que tanto penso em tornar explícita será mais uma ironia do que uma confissão.
- A existência é uma combinação perfeita de caos e egoísmo que, algumas poucas vezes, acerta e nasce algo harmonioso.
E dessa frase deixo claro o que quero dizer, tanto no quesito do ódio que derramo agora, quanto no medo de uns fatos enumerados, no qual eu perco a conta, mas só faço questão de jogar aqui um: a gramática sendo extendida.
Ao voltar pra loucura que me deu força pra criar isso agora, digo que não quero ter o gosto disso na minha boca. O amargo do egoísmo humano tem um poder tão grande, que eu ouso o comparar com um ácido qualquer, às vezes forte, às vezes fraco, mas, sempre, ácido. Mortal ou não, ácido.
Olhos, vocês que me veem, chorem. Vos peço com uma mão levantada, como quem clama perdão, e que percebam, além de tudo, o pedido desesperado que está gritando sufocado aqui.
Pros que entenderam, humanidade.