Há um ano e meio eu recebi mais uma injustiça na minha vida. Não só na minha, na de outras várias pessoas também.
Ele queria ir embora, sonhava em morar no Canadá, mas sabia da impossibilidade financeira da família naquele momento.
- Tudo bem, só saiba que, antes de morrer, eu vou morar lá.
E a mãe, com o coração apertado, deu o velho jeito que só quem tem um filho consegue. E ele foi. Despedi-me tendo a certeza de que a volta seria completada, de que haveria uma continuação, mesmo que fosse breve. Eu sabia que aquela distância poderia trazer alguma mudança na amizade, é algo fundamental na existência. Porém o que veio foi ainda mais gritante, simplesmente por não ter vindo.
Ele morreu.
Mas que lindo pecado da ironia, fazer uma mãe sentir o peso da culpa todo em si e, ao mesmo tempo, não poder aproveitar o semblante que demonstrava a felicidade da cria. Mais uma eventualidade pra abalar os alicerceres daquele conjunto de pessoas.
Até hoje não sei se isso tudo valeu o preço o preço da realização do sonho. Tenho pra mim, sinceramente, que não.
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Se vês tu uma bagunça em todas as palavras e não achas sentido, peço encarecidamente que vos fodais. Vim aqui pra contornar toda uma histéria e não pra agradar. O faço, unicamente, pra mim.
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