Eu sou um romântico, mesmo aos olhos dos que me veem de longe. Não daqueles de que tudo é perfeito, la vie en rose e em pares. Sou um romântico de ímpares, que joga os olhos nos buracos fundos da sociedade e a vê refletida no semblante desgastado de cada ser. Meu mundo é meu, segue minhas regras e a minha limpeza. Janela atrás de janela, carro atrás de carro, montanha atrás de montanha; tudo esteticamente igual, maneiras diferentes de regi-lo. Não pedi pra nascer com essa praga, com essa bênção, com essa loucura ou com essa dádiva, seja lá o nome que isto receba, mas a tenho. Devo usar esta característa como a maneira mais rápida de exorcizar todos cânceres de existem em mim, assim, achando a liberdade. O farei com um certo cuidado, óbvio.
- A liberdade é a porta de entrada da loucura.
E essa oração possui um sentindo inverso bem poderoso, então, insanidade, onde quer que estejas, permaneça onde estás. Sei que é perto de mim, mas não te quero, não te aguento mais.
Atentarei a todos os pensamentos que cairão sobre mim agora mas, antes, eu vou ceder um pouco ao deus que me espera.
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