Apontar os erros de alguém é uma das atitudes mais fáceis que existe, principalmente se ela está de costas. Difícil mesmo é olhar pros erros que você deixou nas suas, no local onde você não olha. Demonizar um ser é só mais uma forma de autodefesa dessa raça imunda que consome todo este planeta, é, simplesmente, querer afirmar pra alguém aquilo que você queria que fosse verdade: superioridade. E alimenta-se, praguejando-a mais e mais, ao perceber que não é.
Eu lembro quando era mais fácil viver, quando eu sabia mais da minha vida do que outras pessoas, quando a verdade sobre o que eu fiz era maior do que a mentira dos que inventaram. Eu lembro de quando era criança e pra mim, assim como pra todos que hoje cresceram, a existência era uma complexidade povoada de sonhos e pais heróicos. Mas acho que os valores impostos por essa sociedade e vozes falhas são mais fortes do que as palavras que, agora, posso pensar proferir - se é que conseguiria.
Penso se os vícios não tomaram espaços demais nas percepções dos coexistentes, ou se os coexistentes não tomaram espaços demais nos vícios que penso. Nem mais a ordem sei qual é. Sequer deveria estar pensando, não deveria perder meu tempo com essa sujeira que tanto tendo exorcizar.
Ruim é perceber que o pior não é ser falado, e, sim, ser acreditado. A mente, quando vazia, não é oficina do diabo, é oficina do humano.
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