quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O vírus.

'Por não apresentarem a maquinaria metabólica que as células vivas possuem para gerar energia bioquímica e utilizá-la, os vírus são considerados parasitas intracelulares obrigatórios, pois dependem de suas células hospedeiras para se reproduzirem. Fora do ambiente intracelular os vírus são inertes, ou seja, não reagem com outras substâncias. Porém, a capacidade reprodutiva dos vírus é assombrosa: um único vírus é capaz de produzir, em poucas horas, milhões de novos indivíduos.'

Não seria assim tão estranho eu alegar que os vírus não mais estão só na sua classificação. É semelhante à humanidade: o uso irracional até o esgotamento da natureza e a necessidade de ir destruir um outro local é a mesma atividade que o vírus da gripe, por exemplo, exerce. Fora de alguma célula, ele não vive, locomove-se com uso da inércia. Após encontrar um hospedeiro, despeja dna no núcleo da desgraçada, reproduz-se o quanto for necessário, utiliza do material que lá está contido e, quando nada mais sobrar, vai embora.
O preço da estupidez é o de milhares de vidas, muitas delas sem culpa e sem escolha. E dessa angústia, grampeio a ideia da construção de muros, pois onde há paredes, há algo a ser escondido. Eles esconderam a verdade. Nua e crua. E morta. Milenarmente morta, por trás de cada matança, de cada ânsia de um punhado a mais de dinheiro, por trás dos olhos cegos da sociedade, mas não tem mais diferença. Assim como também não tem mais volta.
Já estamos metidos numa guerra que não tem data prévia pro fim, e a Natureza sempre há de vencer.


 

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