Acredito que não é todo e qualquer momento de nossas vidas que merecem um título, uma exaltação a mais, senão do que a própria vida que, afinal, já é mais do que podemos entender. O estranho é ser algo tão comum e, ao mesmo tempo, ser algo que ninguém consegue explicar.
- O que é vida? - perguntou atentamente a criança.
- Tudo.
Era tudo que ele menos esperava como resposta, mas foi como se procedeu. Fiquei parado, olhando, como sói acontecer, sem, mais uma vez, entender. E daí o ritmo todo muda. Se tudo pulsava ao lado de lá, agora, tende ao lado de cá. Tende não, pende, pois sou torto. Sei que vós sois poucos, ou nenhum, mas é melhor acreditar que há um punhado tal que alimentar minha esquizofrenia.
- Mas o que é tudo?
- Nada.
E se tudo é oposto ao nada e os dois são a vida, o que é vida? Em síntese, pra mim, toda a gama que se compreende entre o sim e o não, entre o ser e o não-ser, o lembrar e o esquecer, estando incluso, ai, até as oposições lógicas pelo raciocínio humano. Mas e se não houvesse humanidade, querer saber o que é viver seria tão complicado assim? Não, bastaria viver. E acho, com uma fé inabalável, que eu deveria me por a fazer isso nesse segundo.
E vou.
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