A pior parte do pós-perder alguém, é passar a dizer no passado findado o que nós éramos acostumados a falar no presente intermidado. 'Ele era meu melhor amigo'. Nada pior que aceitar a inevitabilidade da morte. Nada pior que passar dias e dias tentando encontrar uma prova de que tudo isso é mentira, que, em algum momento perdido na memória, haviam pistas que provavam que tudo era uma piada de péssimo gosto.
- Eles não morreram. A terra os engoliu, não há joelho que os traga de volta, mas eles não morreram.
- Ricardo, deixa-me. Vá embora, eu não preciso de mais motivo pra detestar isso que chamam de 'única certeza'.
Mas lá, continuam. Abaixo de um lençol de vermes, a apodrecerem e voltarem à natureza. A velha frase ganha o ciclo: do pó viemos e ao pó voltaremos.
Tudo é uma questão de insanidade.
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