terça-feira, 2 de agosto de 2011
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Há um tempo, surgiu um grupo que teve coragem de fazer o que algumas pessoas pensavam, mas não conseguiam ir adiante. Esse grupo é a Anonymous. Com ajuda da LulzSec, em breve, espero eu, o mundo tomará um rumo diferente. Eu peço, encarecidamente, pra que todos aqueles que tiverem coragem, que puderem ajudar ou, simplesmente, mandar a ideia pra frente, o faça.
https://docs.google.com/document/d/1RRZGtwD-Mr2UoMrP2OPUGf7x_run8HqyAa4qPTgtmlg/preview?hl=en_US&pli=1&sle=true
Nesse link, há uma breve explanação sobre tudo.
De coração, bem vindo, amigos.
https://docs.google.com/document/d/1RRZGtwD-Mr2UoMrP2OPUGf7x_run8HqyAa4qPTgtmlg/preview?hl=en_US&pli=1&sle=true
Nesse link, há uma breve explanação sobre tudo.
De coração, bem vindo, amigos.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
No Brasil, você tem uma opção básica pra seguir com a vida: corrupção ou honestidade. Ai eu sigo o caminho da honestidade e tento mantê-lo com todas as minhas forças e fico puto porque me fodo seguindo o que julgo ser correto. Por isso, é fácil olhar pra mim e dizer que eu sou revoltado com a vida, com o mundo e que tenho que parar de ser assim. "O brasileiro é um povo muito alegre, tá sempre feliz". Pois eu, não. E que atire a primeira pedra aquele que não tá puto com alguma coisa, por menor que seja, no seu governo, nem que seus ideais sejam fúteis. Parem de pensar que a porra desse país é só bunda, carnaval e futebol, porque atrás dessa bunda, tem uma mulher que quer ser julgada, antes, pelo que ela tem na cabeça, não pelo tamanho do peito dela; por trás do carnaval, tem menina que vende o corpo pra colocar comida em casa; por trás do futebol, tem um menino frustrado por não ter tido escolaridade pra ser jornalista ou médico, muito menos ser aceito em alguns empregos por ser preto - mas devo dizer que amo o carnaval e o futebol por livrarem as crianças do tráfico. Mas é exatamente essa palavra que eu queria mencionar: frustração. Porque eu sei como é perder a vontade de exercer a profissão que você sempre sonhou por não ter meios de estudar. Claro que sei. Estudar como, se meu professor falta aula por quarenta e cinco dias e a universidade não tem outro professor, pra substitui-lo e, quando o mesmo volta, eu ter que dar meu jeito de fazer voltar atrás as presenças que eu não tive pra não perder a cadeira? Complicado entender? É claro que é. Explicar direito como, se o outro professor de português que se formou não conseguiu estudar direito? Estudar direito como, se meu professor falta aula por quarenta e cinco dias e a universidade não tem outro professor, pra substitui-lo e, quando o mesmo volta, eu ter que dar meu jeito de fazer voltar atrás as presenças que eu não tive pra não perder a cadeira? Entendeu o ciclo? Ai o sistema manda tu se corromper. E tu luta pra não fazer isso, e se fode, e fica puto, e as pessoas dizem que tu é o revoltado.
terça-feira, 31 de maio de 2011
Eu falei sobre educação bem superficialmente há um tempo. Quem lembra, lembra. Quem não lembra - hora do desvaneio de escritor conhecido - procura no post passado, eu acho. Algo do tipo. Vi uma frase com traduz com extrema exatidão o que o país precisa, o investimento não é só em educação, mas, sim, em educação qualificada. A frase é essa: por uma educação que nos ensine a pensar e não que nos ensine a obedecer. Simplesmente. Pras pessoas que choram perante a falha na constituição ou sob o manto verde que se rasga de tanta corrupção, isso é tão impactante quanto enfrentar o fascismo de peito aberto. Eu te amo, Brasil. Me envergonho, é claro. Mas, acima de tudo, eu te amo.
domingo, 22 de maio de 2011
http://www.youtube.com/watch?v=fCfxshW2OME&feature=youtu.be
Eu, sinceramente, fico triste. Antes de começar a falar sobre o vídeo em si, uma breve explicação sobre a maneira que eu escrevo: escrevo exatamente o que eu vivo e o que eu vejo. Dizem que escrevo de uma maneira muito violenta, de uma maneira exagerada. Isso é verdade, escrevo assim porque é esse o círculo que me cerca. Sou bombardeado por assassinatos e roubos nos jornais. E o pior de tudo isso é que grande parte do que vejo vem do político, ou é causada por política. Entregam armas na mão de policiais destreinados e os jovens que lutam por um ideal são os bandidos. Ah, cara, vai tomar no cu, seu político filho da puta.
Agora, sobre o vídeo. Eu não tenho nada a dizer. Ele se explica.
Eu só fico triste. Amo meu país, tenho orgulho de ser brasileiro mas, ao mesmo tempo, tenho uma vergonha do caralho de dizer que moro num local onde as pessoas são enganadas ao serem 'educadas' a dizer que são o povo mais feliz do mundo, que são completamente receptivos. Eles dizem isso pra nós fazer olhar numa direção, enquanto, por trás, roubam milhões que deveriam ser investidos em educação, em saúde, em segurança. Esse vídeo é a maior prova disso, exclusivamente no caso da segurança. Os jovens de lá estavam altamente em vantagem, munidos com gargantas, câmeras fotográficas e cartazes. Talvez por isso os policiais atacaram assim, eles estavam indefesos, tiveram que atirar, jogar spary de pimenta e bomba de efeito moral por segurança própria. É isso que vai sair na mídia. E, por um lado, é certo. Esses jovens estavam com uma vantagem gigantesca, eles têm um ideal, eles sabem pra onde e como querer ir. E vão. Derrube um, prenda outros, mas você não há de conseguir matar uma ideologia. Me calem, podem tentar, mas vocês não vão calar a voz de um povo que, aos poucos, começa a demonstrar contra-ataque. Sim, nós vamos atacar, nós iremos pra guerra. Podem preparar seus ouvidos, porque nossas armas são nossas próprias vozes. Por término, eu continuo tendo vergonha.
Agora, sobre o vídeo. Eu não tenho nada a dizer. Ele se explica.
Eu só fico triste. Amo meu país, tenho orgulho de ser brasileiro mas, ao mesmo tempo, tenho uma vergonha do caralho de dizer que moro num local onde as pessoas são enganadas ao serem 'educadas' a dizer que são o povo mais feliz do mundo, que são completamente receptivos. Eles dizem isso pra nós fazer olhar numa direção, enquanto, por trás, roubam milhões que deveriam ser investidos em educação, em saúde, em segurança. Esse vídeo é a maior prova disso, exclusivamente no caso da segurança. Os jovens de lá estavam altamente em vantagem, munidos com gargantas, câmeras fotográficas e cartazes. Talvez por isso os policiais atacaram assim, eles estavam indefesos, tiveram que atirar, jogar spary de pimenta e bomba de efeito moral por segurança própria. É isso que vai sair na mídia. E, por um lado, é certo. Esses jovens estavam com uma vantagem gigantesca, eles têm um ideal, eles sabem pra onde e como querer ir. E vão. Derrube um, prenda outros, mas você não há de conseguir matar uma ideologia. Me calem, podem tentar, mas vocês não vão calar a voz de um povo que, aos poucos, começa a demonstrar contra-ataque. Sim, nós vamos atacar, nós iremos pra guerra. Podem preparar seus ouvidos, porque nossas armas são nossas próprias vozes. Por término, eu continuo tendo vergonha.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Passei minha vida toda estudando em colégios particulares, os melhores da cidade, e tive uma certa dificuldade pra entrar numa universidade pública. Como querem, então, que os jovens jogados às margens sociais tenham motivações pra continuar indo à escola? Oferecendo um prato de comida podre na hora do intervalo? Eu estou cansado de ser tratado como retardado, imagino, então, como eles se sentem. Comecei meu curso superior achando que haveria possibilidades pra todo lado pra eu poder mudar meu país. O caralho. Houve uma, e só essa, ainda muito precária. Faço parte de um grupo estudantil que reinvidica alguns direitos como o aumento da passagem de ônibus. Dois reais é um estupro bancário. "ah, não acho que esteja caro. meu lanche no colégio é três e cinquenta". Acontece, seu filho da puta, que seu paizinho ganha dez, onze salários mínimos. Se ele ganhasse um salário mínimo, dúvido que tu teria coragem de abrir a boca e vir me dizer uma merda dessa. Ou melhor, duvido sim, porque metade das pessoas que lerão isso, não saberão me dizer, com certeza, quanto é o salário mínimo brasileiro e o quanto ele deveria ser. Não falo isso porque meus pais recebem salário mínimo, longe dessa realidade. Eu falo isso porque não sou eu que formo a grande massa nacional. São os heróis de todos os dias. Sim, os heróis, mas não aqueles da televisão, herói não é o último cara que ganhou o BBB, tenho pena de quem pensa isso, sinceramente. Herói é aquele menino que vai pra aula descalço, porque o pai não tem dinheiro pra comprar uma sandália, vai andando porque não tem dinheiro pra passagem do ônibus todo dia, chega na escola e não tem aula, porque os professores tão em greve - culpa desse maldito governo, que sempre dá um jeito de parecer que é culpa da classe trabalhadora - , mesmo se tivesse aula, assistiria em pé, porque não tem onde sentar, não tem cadeira e, se tivesse, não anotaria nada. Não tem caderno. Enquanto vocês me leem através do computador, no conforto de suas casas e tudo o mais, os heróis nacionais estão aí, marginalizados, sofrendo preconceito, assaltando, matando e morrendo. Não defendo o roubo! - acho necessário detalhar essa parte, já que a minha geração não lê, é capaz de sequer entenderem a verdadeira face dessa crítica. Apenas digo que, por esse lado, há uma 'explicação' plausível pro ato. O contrário do que acontece no senado, onde todos vestem ternos caros, são alfabetizados, não têm piercings nem tatuagens, e roubam milhões, trilhões. Os valores estão tão invertidos que o trabalhador que vive com menos de 600 reais por dia é o filho da puta da história, o 'peso social'. Enquanto vossa senhoria disfruta do dinheiro suado que é contrabandiado dos nossos impostos, colocando-os no bolso, enquanto as pessoas vão no BBB pra ganhar trocentos reais e são os heróis, enquanto a minha juventude pensa cada vez mais no que vestir e no que ter, do que em ser algo. Eu tenho vergonha.
domingo, 3 de abril de 2011
Agora, a Medicina.
Existem médicos trabalhando em quatro empregos públicos ao mesmo tempo, o que é crime, por lei. Existem, também, médicos que trabalham mais de vinte e quatro horas por dia, o que é impossível, por física. Existem, outra vez, hospitais com custos acima de dezesseis milhões de reais, dos quais, oito milhões, não se sabe pra onde foi. Existe - onde eu respiro fundo pra conseguir orar - uma falha imensa na Educação brasileira. Quem se forma em Medicina não estudou num colégio qualquer e pra estudar num colégio desses é necessário, somente, uma coisa: dinheiro, muito. E o filho da puta vem de uma família rica, está empregado num cargo que, com certeza, ultrapassa algumas dezenas de vezes o salário mínimo que supre milhões de brasileiros, e rouba. Meu deus, mas que vergonha de dividir essa nacionalidade com esses homens. Essa bandeira, a que vocês só amam quando convém, não foi criada pra esconder tuas sonegações como quem usa uma máscara. Vocês, seus merdas, são um bando de filho da puta sugando, amargamente, até a última fibra do povo que realmente compõe a nação. Em outras palavras, seus vermes, a real brasileiridade está sendo assassinada, friamente, com a consciência dos senhores. Enquanto eles sequer têm uma cama boa pra dormir à noite, com as dores que vocês, o que juraram curar, não curam, vocês dormem nas suas kingsizes, com um ar condicionado e na segurança que só seu dinheiro sujo pode comprar. Vocês, meus reis, eu... eu não sei nem o que falar de tanta vergonha que eu tenho de vocês.
- Só mais uma coisa, a falha educacional nunca será corrigida com investimentos na área. Essa falha não é na Matemática, Física, Letras ou qualquer curso que se encontre num prédio educacional. Essa falha é um câncer que nos segue desde o início, do roubo - que chamam de descobrimento. Essa falha só poderá ser corrigida quando a renovação ocorrer dentro de casa, é questão de honestidade.
- Só mais uma coisa, a falha educacional nunca será corrigida com investimentos na área. Essa falha não é na Matemática, Física, Letras ou qualquer curso que se encontre num prédio educacional. Essa falha é um câncer que nos segue desde o início, do roubo - que chamam de descobrimento. Essa falha só poderá ser corrigida quando a renovação ocorrer dentro de casa, é questão de honestidade.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
quarta-feira, 30 de março de 2011
vergonha.
http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/artigo.aspx?cp-documentid=28192667
http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/artigo.aspx?cp-documentid=28194715
http://www.youtube.com/watch?v=y8imZAGzO_c
http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/artigo.aspx?cp-documentid=28194715
http://www.youtube.com/watch?v=y8imZAGzO_c
terça-feira, 29 de março de 2011
A culpa não é tua, Democracia.
Porque tu me fostes tão bela quanto a teoria, até que a prática fosse acometida por esses seres parasitários. O porte de arma é ilegal, enquanto somos assaltados e estuprados pelos senhores que coordenam o País na palma da mão. Então eu agi como qualquer brasileiro e agora sou parte da revolução. UESM. Eu escrevo e choro, fato. Mas agora, abram os ouvidos, eu gritarei. Agora podem fechá-los. Os tímpanos hão de sentir-se fracos. Enquanto as promessas de exploração do pré-sal diziam abaixar os preços dos combustíveis e borrachas, os preços das passagens dos transportes públicos aumentam 16%. A inflação e o salário mínimo aumentam 6% e 10% respectivamente. Eu prefiro ficar calado, antes que fique puto e seja preso por atentado ao pudor.
domingo, 27 de março de 2011
Há algo na insanidade que me seduz e, por muito tempo, eu não soube, exatamente, o que era. Mas, hoje, eu descobri: a própria insanidade é o 'algo' que me seduz. Quando a humanidade vai perceber que não há prisão maior do que a realidade? Afinal, o que são os sonhos? Metas que traçamos pra ir adiante, sair de um local, chegar em outro e almejar algo novo. Estar preso é um único local, sem poder sair, é como viver sem sonhar. Viver sem sonhar é como estar preso em um único local. Existe um mundo de insanidade que me seduz. E existe, também, um mundo - completamente real - de pessoas que dizem que a utopia não leva a nada, que chorar nas aulas de História, no conteúdo da ditadura, é perder tempo. Um grande dedo no cu de vocês, seus filhos da puta. Continuem com suas vidas cinzas e miseráveis o quanto quiserem e podem rir de mim até que lhes doam as barrigas. Eu estarei longe demais pra ouvir as gargalhadas invejosas. E se um dia alguns de vocês entenderem o que quero dizer, ótimo. Passarei a não ser mais o único louco no globo. Porém, enquanto isso não ocorre, continuo com minha querida frase.
quarta-feira, 23 de março de 2011
domingo, 20 de março de 2011
Alguém já parou pra pensar que nós, literalmente, não somos nada? Se você for engajado em qualquer lado político, sempre tem alguém pra dizer que você só faz isso por causa da internet. Se você escreve, falam que você não é escritor. Se você tem banda, falam que você não é músico. Se você critica, falam que você não é crítico. Então quem foi o primeiro a dizer que você não é o que você é? Engraçado, parece que o humano, simplesmente, não está contente com a sua vida, é necessário que a do outro seja explicitamente pior que a sua. E se ela não for, a primeira coisa a se fazer, como todo e bom representante da raça superior, é suprir sua voz com os maiores elogios e dizê-los com o nojo que só a inveja pode causar, ou dizer que ele não passa de alguém que possoa conexão. Engraçado ninguém poder ser quem é no mundo hoje as pessoas fazem bactérias e armas são legalizadas. A vida é banal. E a única coisa que eu tenho pra dizer sobre isso é que vocês todos podem se foder porque eu não tô nem um pouco afim de gastar meu tempo pensando mais em nada.
- vos fodais, sim? obrigado.
- vos fodais, sim? obrigado.
quarta-feira, 16 de março de 2011
Um motorista do Senado ganha mais para dirigir um automóvel do que um
oficial da Marinha para pilotar uma fragata!
Um ascensorista da Câmara Federal ganha mais para servir os elevadores
da Casa, do que um oficial da Força Aérea que pilota um Mirage.
Um diretor que é responsável pela garagem do Senado ganha mais que um
oficial-general do Exército que comanda um regimento de blindados.
Um diretor sem diretoria do Senado, cujo título é só para justificar o
salário, ganha o dobro de um professor universitário federal
concursado, com mestrado, doutorado e prestígio internacional.
Um assessor de 3º nível de um deputado, que também tem esse título
para justificar seus ganhos, mas que não passa de um "aspone" ou um
mero estafeta de correspondências, ganha mais que um
cientista-pesquisador da Fundação Instituto Oswaldo Cruz, com muitos
anos de formado, que dedica o seu tempo buscando curas e vacinas para
salvar vidas.
O INSS paga a um médico por uma cirurgia cardíaca com abertura de
peito a importância de R$ 70,00, o que equivale ao que uma diarista
cobra para fazer a faxina num apartamento de dois quartos.
Eu, sinceramente, tenho vergonha de escrever Senado com S maiúsculo.
oficial da Marinha para pilotar uma fragata!
Um ascensorista da Câmara Federal ganha mais para servir os elevadores
da Casa, do que um oficial da Força Aérea que pilota um Mirage.
Um diretor que é responsável pela garagem do Senado ganha mais que um
oficial-general do Exército que comanda um regimento de blindados.
Um diretor sem diretoria do Senado, cujo título é só para justificar o
salário, ganha o dobro de um professor universitário federal
concursado, com mestrado, doutorado e prestígio internacional.
Um assessor de 3º nível de um deputado, que também tem esse título
para justificar seus ganhos, mas que não passa de um "aspone" ou um
mero estafeta de correspondências, ganha mais que um
cientista-pesquisador da Fundação Instituto Oswaldo Cruz, com muitos
anos de formado, que dedica o seu tempo buscando curas e vacinas para
salvar vidas.
O INSS paga a um médico por uma cirurgia cardíaca com abertura de
peito a importância de R$ 70,00, o que equivale ao que uma diarista
cobra para fazer a faxina num apartamento de dois quartos.
Eu, sinceramente, tenho vergonha de escrever Senado com S maiúsculo.
Parlamentares livram prefeita da culpa pelos problemas da administração e dizem que Luizianne passa por constrangimentos por conta de incompetência alheia.
Vereadores da base aliada tentaram eximir Luizianne Lins (PT) da responsabilidade pelos atrasos nas obras municipais. O discurso geral na Câmara Municipal, ontem, foi de que a prefeita passa por “saia justa” por conta da suposta incompetência de seus secretários.
O pivô das críticas foi o novo adiamento da reinauguração do estádio Presidente Vargas (PV), marcada agora para ocorrer, parcialmente, em abril. É o sétimo prazo de entrega a ser cumprido, desde que o estádio foi fechado, em 2008.
Para Leonelzinho Alencar (PTdoB), presidente da Comissão Especial da Copa de 2014, Luizianne sofre constrangimentos por anunciar prazos que não são cumpridos. “Perante a opinião pública, a prefeita é a culpada. Precisamos ter um pouquinho de consciência. Se quiserem crucificar a prefeita Luizianne vai ser uma ingratidão, uma covardia, porque ela fez sua parte”, defendeu.
Ele disse que a Prefeitura não tem nenhuma pendência, estando a obra dependente da finalização por parte da construtora. “Eu vi a angústia da prefeita. Ela conversando com o construtor e perguntando o que falta para terminar a obra”, relatou o parlamentar, sobre visita de comissão da Prefeitura à obra no último sábado, 12.
Marcus Teixeira (PMDB) atribuiu a responsabilidade pelos atrasos ao secretariado municipal. “Estão colocando a prefeita em calça justa. Ela tem recursos e boa vontade. Estão fazendo sacanagem com ela”, disse o peemedebista. “Cada vez que a prefeita vai ao PV é uma vergonha que ela passa”, afirmou, sem citar nomes de secretários.
sexta-feira, 11 de março de 2011
pena
Então, levei as mãos à testa em desespero. Em simples desespero. Há momentos em que a mãe não suporta mais os atrevimentos da cria e decide castigar, algumas vezes, nesses momentos, não há remédio que cure o coração sofrido da ascendente. E o resultado é o medo e a incerteza que fica pesando os olhos dos culpados. O estranho, o que esfacela o coração, no fundo, é saber que o lugar, a sua casa, que deveria ser seu santuário, seu lugar de incólume vivência, agora, não passa de concreto e aço retorcido. Em síntese, o temor maior de agora é saber que não há lugar seguro quando o seguro mundo é o mundo que insegura a segurança. Exatamente como essa frase: com todas as notas da melodia existencial jogadas, uma atrás da outra, desorganizando a música que ora fora perfeita. Mas que vergonha de nós, irmãos. Conseguimos foder algo que levou milhões de anos pra se tornar perfeito. Nós? O que somos? Algo que rasteja egoistamente há uns milhares de anos. Merda nenhuma. Um arranhão nos milhões de anos que a evolução levou pra tornar a Terra o que ela é hoje, isso sem contar os outros milhões de anos que a mesma levou pra se formar e esfriar. É extremamente megalomaníaco da nossa parte achar que os donos somos nós. Somos, apenas, inquilinos, se muito. Tenho pra mim que o termo 'parasita' se adequa muito mais. Mas somos cegos. É isso que somos: cegos. Humanismo, sinceramente, chupa meu pau. Parece que quanto mais jogamos os braços à frente, na esperança de tirar de nós essa merda impregnada, o sangue manchado dos animais extintos e dos outros humanos mortos pela ganância, mais esse caralho nos impregna. E tentamos, dando um passo à frente e três pra trás, alegar que a raça caminha em direção à paz. Mentira. Abismal mentira em que todos nós preferimos acreditar no lugar de abrir os olhos e perceber o que está na frente. O fato de existirmos é sorte. Deus é o caralho, nada do que se encontra aqui é 'graças a Ele'. Ou você realmente acha que a criação perfeita, à imagem e semelhança, cometeria o pecado original na primeira chance que tivemos se viemos do ser soberano? Tenho pena da tua cara de quem precisa inventar algo maior pra responder as perguntas que você tem preguiça de ir atrás de descobrir. É por isso que estamos afundando na miséria. Rezemos, então, pros sofredores. Como? O deus que manda no lado de cá não é o mesmo deus que manda no lado de lá. A onipresença dele, então, não é perfeita? Precisamos é de uma dedada no cu. Talvez isso faça com que abramos os olhos pra perceber que o único mal da humanidade é a humanidade. E, sem nós, sinceramente, não haveria o que reclamar.
quinta-feira, 10 de março de 2011
E como um tapa na cara, vêm as inquietantes verdades sobre o mundo, sobre a vida, sobre morrer, sobre tudo. Cá estou eu, às 12:46, sentado numa cadeira, falando pros outros o que eu amaria que chegassem em mim e dissessem: ?. Aos dez anos, ou sei lá quantos, enfim, na quarta série, comecei a ficar mais perto do que queria da morte e ela, por sua vez, cada vez mais se aconchegando. Foi levando cada vez mais pessoas de mim, chegando ao ponto d'eu ter que usar a palavra 'adeus' mais de uma vez no ano, três, pra ser exato. É só isso? O ser humano nasce, cresce, se reproduz e morre? O tanto que eu estudei, todas as pessoas que eu conheci, o sangue que sangrei, os sonhos que vivi e não vivi, as lágrimas que chorei, as comidas que comi, as saudades que eu vivi, as mortes que eu perdi, os países que ainda quero conhecer... é só isso? Depois de todo esse trabalho, vem um qualquer e nos enterra?
- Não, babaca. Tuas conquistas ficarão marcadas na tua família, teu nome pode ser história, teus fatos podem ser decisivos.
Mas e depois? E depois que morrer o último megalomaníaco e esse planeta se livrar, finalmente, dos seus maiores parasítas e ser condenado a vagar até o último suspiro de força do Sol? E depois que o Universo perder o brilho de todas as estrelas e ser tornar somente um espaço no nada, cheio de nada, em direção ao nada, vindo do nada? Do que servirão minhas descobertas, meu fracasso, meu nome, minhas cicatrizes na história ou os restos podres dentro do chão? E a humanidade ainda se glorifica pelo dinheiro que tem no bolso.
- Não, babaca. Tuas conquistas ficarão marcadas na tua família, teu nome pode ser história, teus fatos podem ser decisivos.
Mas e depois? E depois que morrer o último megalomaníaco e esse planeta se livrar, finalmente, dos seus maiores parasítas e ser condenado a vagar até o último suspiro de força do Sol? E depois que o Universo perder o brilho de todas as estrelas e ser tornar somente um espaço no nada, cheio de nada, em direção ao nada, vindo do nada? Do que servirão minhas descobertas, meu fracasso, meu nome, minhas cicatrizes na história ou os restos podres dentro do chão? E a humanidade ainda se glorifica pelo dinheiro que tem no bolso.
segunda-feira, 7 de março de 2011
sexta-feira, 4 de março de 2011
Se o pecado original só existe por causa de Eva, a mulher criada da costela de Adão, e Adão, por sua vez, criado à imagem e semelhança de deus, então, o pecado original não passa do primeiro erro de deus na humanidade. Fim. Problema resolvido. Ou, por outras palavras, 'deus' ou qualquer que seja a divindade criada pelo homem, criada pela divindade, à imagem e semelhança dela mesma, não passa de um grande filho da puta de humor negro, brincando com as peças do universo. A igreja clama por um ser que me parece mais uma criança com bloco de montar, caso exista, e as pessoas vêm reclamar da minha heresia? Heresia é o homem deixar de seguir as leis do deus que ele criou à imagem e semelhança à imagem e semelhança. Deus é a criação do homem. E minhas preces ainda não foram ouvidas.
terça-feira, 1 de março de 2011
O patriarca põe a senhora no colo, coisa rara pro momento e pra época. Pensa na prole. Confessa 1929 não ter sido o melhor, mas pede pra que tenha calma, que 1931 há de corresponder às promessas. Aquelas que nenhum dos dois seguia devido à economia. A vida toda é uma farsa. Mas ele sobreviveu à onda de suicídios, o que mais poderia provar à aliança que trazia no dedo? Ele sobrevivera. A enorme casa havia ficado pequena diante de tanto medo e lágrima. A cartola, seu retrato mais bem caracterizado de sua vaidade, encontrava-se amassada ao lado do cinzeiro sujo de bitucas e restos de fumo. Acabara com a carteira toda no dia. O veneno mata, por isso acalma o sangue que pede por morte. Seu novo vício que o mantinha sublime era a demonstração disfarçada de seu desespero. A senhora saiu do colo. Mentira: ela já estava na sala, sentada na cadeira, na outra sala, tecendo seus inúteis e inacabáveis pedaços de panos como toda boa cadela deveria fazer. Eu só esqueci de mencionar. Ele tentou tragar, não tinha cigarro. Meteu a mão no bolso, a carteira, vazia. Olhou a janela aberta do décimo primeiro andar do prédio ao sul da cidade. Pensou em quão fodido estava quando notou que sequer possuía cigarros. Ele não tinha cigarros. Pensou na prole. Viu a senhora. Cruzou as pernas e pôs a mão esquerda no queixo. Descruzou as pernas, abotoou o paletó, andou calmamente em direção à janela e se jogou. Olhou a senhora sumindo, cada vez mais longe na sala cada vez mais longe, longe da janela cada vez mais longe. Pensou na prole. Viu o céu.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
e vos direi: ignorai.
Bom samaritanismo é o caralho. Não existe um humano sequer que esteja completamente indene às condições sujas da raça. Há, nem que escondido atrás da mais longínqua célula, uma pequena quantidade de egoísmo, de psicopatia e de filhadaputice. O problema - um dos mais antigos da praga - é quando a manifestação do veneno é através de uma porcentagem maior que a esperada. Esse é o problema. Sinto falta de quando o Tempo era o único que tinha razão. Tudo corria solto. O Vento era limpo, era livre. A Água era o parente mais próximo do cristal. Mas, daí, veio essa coisa que se diz inteligente, simplesmente por portar o raciocínio. Trouxe consigo a evolução das doenças, e ainda se diz soberana, tento uma qualificação biológica única e toda especial pra si. Assim como os vírus. Não é coincidência, caso pense-se o contrário. Somos tão virais quanto os próprios: vamos à margem e estupramos tudo que nos é possível. Quando a terra morre, partimos. Assim são os vírus. Assim são as pessoas. Talvez, ver que alguém sorri é motivo o bastante pra você querer o contrário. Já me bastam vadias com i's achando que o mundo roda no centro do seu umbigo. Talvez orbite o cu. Não é possível vir tanta merda de uma única pessoa. Bem, na verdade, é. E lá estão os políticos pra nos provar, mais uma vez, que bosta é tão suja quanto dinheiro.
- Meus olhos aflitos já escreveram seus livros de lágrimas. Basta?
- Quero mais milonga. - seria essa a sua resposta vil.
É claro que seria, quem é mimado na infância deverá ser mimado pro resto da vida fútil. Mas o karma é o karma. E eu terei o que mais amo nessa vida: vingança. E olharei, lá de cima, teu rosto a olhar pra baixo como quem pede perdão. E vou rir. Eu disse que não havia humano ileso: meu veneno é o sadismo, que, diga-se de passagem, eu amo. Civil, psicológico, físico e não necessariamente sexual, enfim, não vim aqui falar sobre teu sexo falho e completamente errado, mais um beco sem saída da genética.
Eu quero, no resumo de toda a eloquência, que você vá se foder. E depois que foder, que eu termine isso pra ti, enfiado a faca enferrujada arrancando-lhe os globos oculares.
- Meus olhos aflitos já escreveram seus livros de lágrimas. Basta?
- Quero mais milonga. - seria essa a sua resposta vil.
É claro que seria, quem é mimado na infância deverá ser mimado pro resto da vida fútil. Mas o karma é o karma. E eu terei o que mais amo nessa vida: vingança. E olharei, lá de cima, teu rosto a olhar pra baixo como quem pede perdão. E vou rir. Eu disse que não havia humano ileso: meu veneno é o sadismo, que, diga-se de passagem, eu amo. Civil, psicológico, físico e não necessariamente sexual, enfim, não vim aqui falar sobre teu sexo falho e completamente errado, mais um beco sem saída da genética.
Eu quero, no resumo de toda a eloquência, que você vá se foder. E depois que foder, que eu termine isso pra ti, enfiado a faca enferrujada arrancando-lhe os globos oculares.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Pela varanda, vejo várias nuvens imensas passarem pra lá e pra cá. Chove. Ao meu ver, elas choram. Pra mim, as nuvens são um dos maiores ícones sobre liberdade. O que é estranho, já que, agora, elas choram. A liberdade se encontrar em lágrimas deve significar um peso enorme no coração daquele que se encontra estagnado. Pra onde elas vão? De onde elas vieram?
- Tenho pra mim que o fato de vermos desenhos em seus corpos nos deveria dizer que elas querem alguém pra conversar.
- Queres tu dizer que a liberdade é igual a ser solitário?
- Quero eu dizer que a liberdade é a porta de entrada da loucura.
- Dá-me um cigarro.
- Loucura, sim, porque lá em cima elas estão aos montes. Não estão sós. E somos nós, humanos, que vemos seus desenhos no lugar das danças.
- Os solitários somos nós?
- Aqui o isqueiro.
- Tenho pra mim que o fato de vermos desenhos em seus corpos nos deveria dizer que elas querem alguém pra conversar.
- Queres tu dizer que a liberdade é igual a ser solitário?
- Quero eu dizer que a liberdade é a porta de entrada da loucura.
- Dá-me um cigarro.
- Loucura, sim, porque lá em cima elas estão aos montes. Não estão sós. E somos nós, humanos, que vemos seus desenhos no lugar das danças.
- Os solitários somos nós?
- Aqui o isqueiro.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
in memoriam
Tem hoje uma estrela brilhando mais forte no céu. Ao menos, no meu. Brilha longe e somente observa, calado, à noite, em sonho, aos sonhos. Dois anos de idade. E agora, escrevo, pois tenho muito a dizer, mas não o consigo, quisera eu transformar minha auto condolência em silêncio; é mais uma impossibilidade. Dois anos de espera pelo 'voltando pra casa!' e ainda sei que aguardarei um punhado de décadas. Ou não. Imagens. Restam-me imagens e, aos poucos, as poucas que são, também se vão indo. Mas não quer dizer que ficará o esquecimento. Ou melhor, sim, quer dizer. Ficará. Mas trarei no esquecimento a saudade.
Possuo milhões de células cerebrais e ainda não sou capaz de compreender o que houve. Onde entrou o começo do fim. Eu disse um 'até logo' querendo um 'logo', mas recebi uma facada.
'soube do que houve?', eles disseram que as vozes tristes. sim - eu respondi - soube que ele apresentou melhora hoje cedo. 'soube do que houve há pouco?', me retrucaram. E o inferno ficou mais próximo. Sei que não existo, mas sei que a saudade dói. É amarga. É ácida. Eterno e tão efêmero, o nome da irônica última música que eu ouvi ser cantada, a blusa era verde, a cor da pátria e o elevador chegou.
Imagino a angústia do ventre. Pudera eu poder dividi-la, poupar tão belo coração da tormenta que é esse dia. Mas eu não posso.
Meu nome é Ricardo e hoje, especialmente hoje, calo minha boca, costurando-a, se necessário for, em luto. Mas confesso não fazê-lo somente por tristeza e, sim, por calma à loucura: não há garganta que aguente o urro louco de quando se sente saudade.
Possuo milhões de células cerebrais e ainda não sou capaz de compreender o que houve. Onde entrou o começo do fim. Eu disse um 'até logo' querendo um 'logo', mas recebi uma facada.
'soube do que houve?', eles disseram que as vozes tristes. sim - eu respondi - soube que ele apresentou melhora hoje cedo. 'soube do que houve há pouco?', me retrucaram. E o inferno ficou mais próximo. Sei que não existo, mas sei que a saudade dói. É amarga. É ácida. Eterno e tão efêmero, o nome da irônica última música que eu ouvi ser cantada, a blusa era verde, a cor da pátria e o elevador chegou.
Imagino a angústia do ventre. Pudera eu poder dividi-la, poupar tão belo coração da tormenta que é esse dia. Mas eu não posso.
Meu nome é Ricardo e hoje, especialmente hoje, calo minha boca, costurando-a, se necessário for, em luto. Mas confesso não fazê-lo somente por tristeza e, sim, por calma à loucura: não há garganta que aguente o urro louco de quando se sente saudade.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
.ater etsixe oãn
E se você descobrisse um dia que a distância mais próxima é uma mentira? O que liga um ponto mais rapidamente a outro ponto, supostamente, há de ser um traço retilíneo e esse, por sua vez, é uma mera ilusão. Tudo, desde a primordial verdade à mais fútil mentira, é cíclico. Nunca há uma primeira vez, sempre houve uma segunda. Como prova, trago o horizonte. O beijo do fim do mundo costurado no começo do céu. Mais um ciclo: o fim de um no começo de outro. Uma grande verdade e uma imensa mentira, já que o horizonte não é o começo, muito menos o fim, apenas uma ilusão, assim com a reta. O mundo é quase uma esfera com pequenos achatamentos nos pólos devidos à rotação no próprio eixo. A Física, a maestria universal da inevitabilidade dos fatos, estuda as retas como faces de espelhos esféricos de raios infinitos. O horizonte, a 'linearidade', nada mais é do que uma ilusão de ótica. E é esse o apogeu da crônica: só nos são invariáveis os horizontes vistos de perto, pois, de longe, há uma esfera de possibilidades.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Eu, Ricardo Bandeira, me pus hoje, em plena era da loucura, da overdose de informação, a ficar imóvel. Como quem abre a porta de casa num dia quente pra olhar o céu cheio de nuvens, com a cara amostra, sofrendo nas intempéries do calor e da ausência do vento, quis ver o tempo passar. Há algo no correr das horas que me seduz, que me chama ao lado iluminado da insanidade. É o mesmo com a saudade: o massacre cardio-respiratório da ausência, por menos que eu queira, inspira. E eu morro por sentir falta, e quando sinto falta, o inferno me chega. E se o inferno me chega, confirmando a teoria, o tempo para. E se o tempo para, a saudade é maior. O vício natural, ao contrário do que se pensa, é sempre mais complexo que o veneno mais sintetizado pela raça humana. Eu não pedi que o coração se espremesse quando eu visse alguém que sofresse algo de qualquer sorte. Invejo as pessoas por não serem como sou.
foda-se.
foda-se.
domingo, 23 de janeiro de 2011
Há um tempo atrás, ouvi algumas pessoas falando sobre haver uma nova censura no País. Pensei tanta no fato, tive tanto medo, que mudei de assunto. Hoje, vejo que o Governo não precisou impor uma censura, muito pelo contrário. A alienação, na sua mais escondida forma, já faz o papel, implícita nas menos esperadas maneiras. Que me venham os corpos carnudos e seminus do Zorra Total e as piadas das novelas do Caceta&Planeta, isso que irá me fazer rir. Esquecerei das piadas sarcásticas sobre o método falho dos impostos, o que é legal é passar numa faculdade particular e não querer saber de quem passou numa pública, não querer lembrar que há o preço do ensino público enquanto o salário suado do mês vai embora com a educação privada. Ter vergonha, ter raiva, isso que importa. Engraçado mesmo é olhar na televisão e ver um nordestino ser empregado em todas as séries e miniséries e o negro ser usado, simplesmente, pra escravo em novela de época. Igualmente o fato de escrever, Ricardo: sentenças curtas, textos pequenos. O povo não quer perder tempo lendo o que não interessa se há uma imagem colorida e chocante falando sobre as novas modas correndo todos os cantos da casa. Gastem seus salários com os dízimos sociais, com o enriquecimento político. Claro, enriquecimento político do País, não podemos esquecer desse desenvolvimento. A política enriquece cada vez mais, graças a Deus. Com salários aumentados em mais de 60% todo ano, os deputados, senadores, filhosdaputa, prefeitos e quaisqueres são a cara do enriquecimento nacional. Eles e nós, que ficamos aqui olhando com o olho cada vez mais gordo. É linda a noção de igualdade, comove-me. Pra frente, Brasil, ame-o ou deixe-o, com suas guerras entre norte e sul por um resultado sobre presidentes, com sua piada ótima e nada repetida nos programas nacionais, com seus biquines. Pra frente, Brasil. Pra frente, sociedade. Pra frente, alienação. Pra trás, ironia.
sábado, 8 de janeiro de 2011
Aqui se aprende a defender a Pátria.
Hipocresia. O caralho, isso sim. Amo e defendo-a todos os dias. Não necessito um local, um âmbito ou uma desculpa pra fazê-lo. A choro e reclamo, defendendo com dentes cerrados e pedaços de mim sempre que posso. Um coração de veias verdes e artérias amarelas, um cocar invisível e afável, airequecê por trás das nuvens e o tempo foge, procurando Aracy. Ro haihu, Brasil. Apesar da tua democracia falha e todos os mistérios da tua miséria, eu sei que em outras mil, és tú. No ame-o ou deixe-o, deixaria, com os olhos pesados e as mãos atadas, segurando a garganta que se esguelaria em silêncio, mas voltaria e sentiria intensa saudade se não o fizesse. Que tempos foram estes, Pátria? Megalomania ou, simplesmente, o preço do 'avanço'? A piada esconde a seca ironia que se faz com sangue, as almas ainda vagam atrás das famílias que sangram os conceitos.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
A viu de costas, indo embora. Então pensou e decidiu, foi atrás. Do outro lado da porta de vidro, viu a silhueta esvaindo-se por trás da chuva. Correu. Abraçou-a. Não pareceu ter sido pertubado pelos trovões das nuvens que também se abraçavam acima. Seus olhos também choveram. Ela o soltou e partiu. Ele ficou. Ela parou, ela voltou, ela disse
- Esqueci de dizer adeus.
Deu e retomou. Ela pode salvá-lo, mas preferiu vê-lo morrer de longe. A volta ao hospital foi, apenas, pra morrer sob um teto. Abriu porta, passou porta, fechou porta, sentou chão, morreu porra. Ela, na chuva, o viu sentar pra esperar a morte, viu que ele morreu e sorriu.
- Acabou.
- Esqueci de dizer adeus.
Deu e retomou. Ela pode salvá-lo, mas preferiu vê-lo morrer de longe. A volta ao hospital foi, apenas, pra morrer sob um teto. Abriu porta, passou porta, fechou porta, sentou chão, morreu porra. Ela, na chuva, o viu sentar pra esperar a morte, viu que ele morreu e sorriu.
- Acabou.
sábado, 1 de janeiro de 2011
Existe um leque imenso de sentimentos, com suas subdivisões e polimerizações, mas não há nada que maltrate mais do que a voz. Mesmo assim, a pior tortura é o silêncio. Nada mais, nada menos, senão o silêncio. Ácido, ele corrói os canais auditivos como só um inimigo invisível pode fazer. O faz com a clareza de um assassino, com a frieza de uma equação matemática, e, assim, separa os amores.
Fim.
Fim.
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